Vira e mexe, a calcinha é manchete. Tem a da fulana que apareceu no ensaio da escola de samba, a da cicrana que abaixou pra pegar o cachorrinho e… Tcharam! E ainda tem a daquela que tinha mesmo que mostrar mas a mídia faz um charme, crente que quem lê vai pensar o contrário. Mas bom mesmo é quando uma mais esquecidinha sai de casa sem a peça de baixo. Aí é festa. Para quem fotografa e para quem vende o resultado do clique.
Eu gosto mesmo é do acaso das calcinhas deixadas nos lugares mais inusitados. Veja, isso não é nenhum fetiche nem nada parecido. Gosto de testemunhar a falta de acanhamento das que expõem assim para meio mundo, algo que é objeto de tantos pudores. Na verdade, algo que é para cobrir os pudores. Isso de varal público pode até ser o máximo da modernidade, da libertação do jugo das regras sociais e tal. Só que comigo não funciona. Nam! Tem coisa mais esdrúxula do que saber que aquele alguém, que nunca-jamais-em-nenhuma-circunstância dividiria sua intimidade, tropeçou com os elásticos frouxos da sua calcinha mais folgadinha de dormir? Não, não e não. E talvez por isso tudo, dou o maior valor quando encontro isto:
Fiz a foto numa ruazinha do Crato, numa tarde quente a caminho de uma banho de bica. Achei linda a cena. Agora imagine passar diariamente diante da mesma arvorezinha da esquina e um dia dar de cara com ela toda enfeitada de babadinhos! Freada brusca, LG recém-recuperado em punho, registrei para dividir com você

