Maísa na Blogosfera

2 Janeiro, 2008

Entrei bem, 2008!

Arquivado em: Cotidiano, Eu — Maisa Vasconcelos @ 11:45 pm

Pois é, bebé, ano novo preguiça velha. Daquelas que fazem a pessoa olhar para tudo neste mundo com um certo ar de desdém, convicta que está da possibilidade de postergar pela eternidade dos próximos 364 dias. Não bastasse a minha porção Scarlett O’Hara (e, é claro, estou me referindo àquela parte clássica em que ela sugere pensar tudo o mais no dia de amanhã), ainda tem a lerdeza secular de uma cidade que segue tartarugueando nesse par de dias novíssimos. E nem se iluda: este será um post recheado de abobrinhas e idiotices sem nexo e sem nada de embasamento ou dados ou algo que o valha. Portanto, aos mais impacientes aconselho um destemido clique de saída. Ou não.

Mas eu ia dizendo da lentidão de uma Fortaleza cuja queima de fogos do réveillon dura bem dizer uma hora. Aquilo foi um prenúncio, meu povo! E se eu fosse a prefeita não pagava um vintém. Bota na poupança pro ano que vem, Luizianne! Tá certo que a peitica que tentaram botar na festa foi um babado fortíssimo, mas aquilo lá foi obra de quem não sabe do leriado. Foi lindo, super paz e amor, mas foi também um micão multicolorido. E leeeeento.

E no telejornal da noite…

para lá de requentado, o sujeito falava da “situação não muito boa” de ter que ir ao trabalho na quarta-feira, depois do feriado. Imagina se dura no emprego até as cinzas o que não vai falar! Tomasse um cartão vermelho do patrão aí é que ia saber o que é estar numa pior em pleno janeiro, ô malagradicido!

Mas o ruim mesmo é decidir ir às compras no começo da semana pela metade. Um sol desgraçado, você reza três ave-marias por conseguir uma vaguinha na porta, e eis que aquele shopping parece que decidiu economizar em cima da clientela, em cima da minha pessoa… Lá dentro um calor saariano! E isso sem contar nas lojas com seus sistemas de computador fora do ar, nos produtos sem etiquetas e tal. Como diria um amigo: “não tem a mínima condições”. Mas pensa que eu desisti? Tudo pelo meu primeiro secador de cabelos, meu amor! Juro. Adeus aos cabelos ao vento na janela do carro. Frizz nunca mais! Tá certo que não é uma brastemp, mas é um Taiff e custou apenas R$ 56,90. Vá por mim: deixe as compras para depois das compras.

Pra não dizer que não falei no Ronda do Quarteirão

Não sei o seu, mas o meu quarteirão está bem servidíssimo. Não há uma só saída em que não os veja rondando pelaí. No carrinho de puliça chique, que mais parece de brinquedo, e na motinha também. Diz até que a vizinhança já anda servindo cafezinho com bolo para os azuizinhos-arrumadinhos, e leeen-dos! do Ronda. Ai, meus livros de etiqueta! Será que Glorinha me reprovaria? Melhor não perguntar, já reprovou meus shortinhos e mini-saias quem dirá isso!

Mas mesmo com todo humor do mundo, não dá para esquecer da tristeza daquela família ao perder o único filho para as estatísticas da criminalidade em Fortaleza. E o Secretário, sem a gravata-borboleta, ainda diz que o rapaz é um “mártir da polícia”. Bote a borboleta e poupe-me, Secretário! Poderia ter sido eu. Pouca sorte a dele ou eu que entrei bem?

Vida, longa vida, em 2008! E em paz, se possível.

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