O Nonato Albuquerque, antenadíssimo como sempre, publicou um mapinha onde consta Fortaleza como uma das nove cidades brasileiras que têm ou que terão metrô. Oquei, está no mapa, mas pelo tempo que faz desde que as obras foram iniciadas em 1999, aquilo lá já virou bem dizer uma lenda urbana. Inda mais quando se trata da resolução de um pepinão como esse aí:
A antiga Estação de Arronches, aberta em 1873, hoje Estação Ferroviária de Parangaba, está exatamente no meio do percurso do trem, basta ver pela foto. Uma briga judicial impede a demolição da estação para a construção de um viaduto do Metrofor. O espaço, que já foi utilizado até como galeria de arte numa tentativa de preservação, está sob tombamento provisório pela Prefeitura de Fortaleza. Enquanto isso, as opiniões de moradores que viram o bairro nascer, como o Seu Raimundo e Seu Edmilson, estão divididas.
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O primeiro, às vésperas de completar 63 anos, defende a manutenção do prédio como forma de garantir as características do bairro e da cidade. Já Seu Edmilson, aos 65 anos, prefere seguir com o “progresso” que o metrô pode trazer para a região. Para ele, “Parangaba está morta”, o que pode mudar com a conclusão das obras do metrô.
Eu fico pensando que tipo de planejamento é feito em obras como essa que não leva em consideração o que já existe, seja relevante ou não do ponto de vista histórico ou simplesmente sentimental, como muitos querem tratar. E você o que pensa sobre o assunto? A cidade tem o direito de apagar sua memória em favor do “progresso”? Que tipo de importância pode haver num prédio como esse?
Por essa “mancada” de quem planejou e executa a implantação do metrô fortalezense dá para se ter uma idéia do quanto em nosso País se despreza a história. Porque derrubar uma estação – ou qualquer bem – que esteja ligada à memória e à vida de um povo e por ela é querida, significa eliminar a história.
Total falta de sensibilidade do Poder Público, que deveria ser exemplo no respeito aos interesses dos cidadãos.
Mais do que isso, desrespeito ao Estatuto da Cidade e à Constituição Federal, que garante a preservação dos valores históricos e culturais.
O Poder Público deve trabalhar para o povo, e não fazer de suas atividades o fim da sociedade.
Comentário por jorge — 4 Janeiro, 2008 @ 12:05 pm |
Maísa, deixa só eu mudar de assunto e dizer que sou seu fã. Gosto da forma como você apresenta seu programa. Fala fácil e dá o recado direitinho, coisa que falta muito aqui, desculpe a franquesa. Um abraço.
Comentário por RIBAMAR — 4 Janeiro, 2008 @ 1:11 pm |
* E cabe a nós a observação permanente disso, Jorge. Valeu pela visita e comentário.
* Ribamar, aqui você sempre pode mudar o rumo da prosa. E, obrigada pelas palavras tão carinhosas
Comentário por Maisa Vasconcelos — 4 Janeiro, 2008 @ 8:23 pm |
Nos EUA existe tecnologia para mover o prédio inteiro do lugar, de forma a preserva-lo, um patrimônio histórico merece o investimento, difícil é ter força governamental para apoiar a iniciativa de preservação. Não fosse o grito popular o prédio já tria voltado ao pó.
Comentário por Alex Ribeiro — 16 Janeiro, 2008 @ 4:27 am |
Alex, depois da cretinice de terem “esquecido” da importância do prédio, e do estribuchado de uma meia dúzia, chegaram a apresentar, salvo engano, três alternativas para preservação da Estação da Parangaba: construção de um memorial (balela!) ao custo de uns R$ 500 mil, construção de uma réplica (me poupe!) no valor de uns R$ 200 mil, e ainda o deslocamento (eu digo é valha!), com tecnologia européia ou algo assim, que sairia por R$ 5 milhões. Ah! Ainda falaram em construir um desvio, que sairia pelos olhos da cara de pau de quem bem poderia ter pensado nisso antes desse qüiprocó. Né não?
valeu a visita e os comentários. Volte, a casa é nossa
Comentário por Maisa Vasconcelos — 16 Janeiro, 2008 @ 3:30 pm |
Se o metrô fosse subterrâneo ainda ia, mas assim assim do jeito que está, nem que não derrubem o prédio, ele já morreu. O pior é que, agora, fica parecendo que quem está “atrapalhando” é o pobre do predinho velho que resolveu fazer greve de fome na frente do futuro viaduto. Sabe aquela coisa de ficar com vergonha pelos outros? tsi tsi tsi…
Comentário por migous — 17 Janeiro, 2008 @ 6:57 am |
Bem, até onde eu saiba, pois andei fazendo pesquisas acerca do metrô, o prédio foi tombado após a liberação da obra, ou seja, a prefeita não se preocupou com as conseqüências deste fato. Tantos outros prédios da cidade que merecem o tombamento, ainda não o foram.
E outra, existe sim, a tecnologia para retirar o prédio do local ,esta foi uma proposta, porém, a prefeitura não a aceita, tornando o impasse ainda maior.
Outra impedância para a continuidade das obras do metrô é o centro comercial, chamado “Beco da Poeira”. O Metrofor diz que já pagou, a prefeitura diz que pagou aos ocupantes do centro, e estes afirmam não terem recebido, porém, alguém deve ter algum comprovante de pagamento, e isso, só não continua na justiça por conta das eleições, mas alguém deve tomar a iniciativa e apertar o outro contra a parede…
De fato as obras estão demorando muito tempo, já vão completar 10 anos, e, como o país irá sediar a copa de 2014, é pouco provável que o estado do Ceará ganhe a visita de estrangeiros se o metrô não estiver pronto, e eu gostaria muito de assistir a um jogo da copa do mundo em nossa cidade…
Comentário por Antonia — 21 Julho, 2008 @ 10:58 am |
Este prédio é importante para a memória da cidade a velha estação de Arronches faz parte da história da Parangaba, uma cidade que não saiba preservar a sua memória é uma cidade sem futuro.
Neste caso quem planejou e executa a implantação do metrô fortalezense ou não ligava nenhuma para o patimônio ou não sabia o que andava a fazer!!!
Comentário por Moitas — 11 Maio, 2009 @ 1:27 pm |