O tempo não pára

21 mar

A noite passada estive com Mel Gibson. Lindos e profundos olhos azuis, pele bronzeada, topete impecável, calça e camisa… e aquele olhar penetrante! Semblante entristecido. Também pudera! O resultado desastroso de uma experiência fantástica fez com que viajasse no tempo por longos 50 anos. É sempre assim: vejo a primeira cena e fico ali naquela briguinha interior do vou não vou pra cama. Se tem coisa pior para insones em busca de fazer as pazes com Morfeu do que ligar a TV justo na hora do Intercine alguém que diga agora ou cale-se para sempre. Pois é, se o sono não vem, qualquer filme Z já é motivo para ser feliz. Não que Eternamente Jovem mereça essa classificação. Acontece que a trama se arrasta lenta demais e talvez até seja justamente essa a intenção.

E eu lembrei disso lendo sobre um incidente nada a ver com ele e vendo uma foto atual. É que nas cenas finais do filme, vi um Mel Gibson com praticamente as mesmas rugas que vejo agora. A maquiagem usada é verdadeiramente uma projeção do que será dentro de mais alguns anos, se assim o ator nos permitir. Holywood pode até não aceitar mas o tempo não pára não.

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